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quinta-feira, 17 de maio de 2018

SEGUNDO JUIZ: Assassinato de jovens no Ceará reduz número de internos em centros para infratores

A quantidade de adolescentes detidos em centros socioeducativos do Ceará reduziu nos últimos anos devido a "um número excessivo de assassinatos" de jovens no estado, conforme o juiz da 5ª Vara da Criança e do Adolescente, Manuel Clístenes.

Conforme o juiz, há um aumento de crimes e infrações praticados no Ceará nos últimos quatro anos, e "paradoxalmente [há] um número de adolescentes menor internado".

"Há hoje um número excessivo de assassinatos em Fortaleza. Uma boa parte... aliás, quase todos esses jovens que são assassinados têm de alguma maneira o envolvimento com a criminalidade e aí esse indivíduo nem sequer ficha infracional ele chega a ter", diz Clístenes.

Um estudo divulgado em 2017 pela Unicef, órgão da ONU responsável por ações voltadas para jovens, afirmou que o Ceará é o estado onde mais se mata adolescentes no Brasil.

Conforme a Unicef, o índice de homicídios de adolescentes no Ceará é 8,71; em segundo lugar no ranking negativo aparece Alagoas, com 8,18. O número de adolescentes mortos no Ceará em proporção à população é quase 10 vezes maior que o do estado que aparece com o índice mais baixo, Santa Catarina, com 0,93.

Chacina no Mártir Francisca

O Centro Socioeducativo Mártir Francisca foi reinaugurado meses após a chacina que vitimou quatro jovens que frequentavam o local. Eles foram retirados a força do local e assassinados a tiros. A polícia suspeita de que o crime tenha sido motivado por rivalidade entre facções criminosas.

O local tem capacidade para 40 jovens, mas mantém atualmente 25. "A gente está tentando com uma capacidade, depois a gente coloca mais 10, vai testando o espaço, depois coloca mais 10, vê que vai ficar, se alguém vai evadir", afirma Clístenes.

No entanto, com a matança de jovens no Ceará, há uma menor demanda por vagas nos centros, afirma o juiz.

A quantidade de adolescentes detidos em centros socioeducativos do Ceará reduziu nos últimos anos devido a "um número excessivo de assassinatos" de jovens no estado, conforme o juiz da 5ª Vara da Criança e do Adolescente, Manuel Clístenes.

Conforme o juiz, há um aumento de crimes e infrações praticados no Ceará nos últimos quatro anos, e "paradoxalmente [há] um número de adolescentes menor internado".

"Há hoje um número excessivo de assassinatos em Fortaleza. Uma boa parte... aliás, quase todos esses jovens que são assassinados têm de alguma maneira o envolvimento com a criminalidade e aí esse indivíduo nem sequer ficha infracional ele chega a ter", diz Clístenes.

Portal Ceará Agora/ Com informações G1

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