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sexta-feira, 11 de maio de 2018

VIOLÊNCIA: Pelo menos três pessoas foram vítimas de balas perdidas neste ano no Ceará

Apenas uma pessoa sobreviveu aos disparos, mas guarda sequelas. Entre as vítimas, um criança de seis anos morreu. Todos os casos envolveram troca de tiros entre policiais e criminosos

Despedida de Isaque, criança de seis anos baleada no Bom Jardim (Foto: Fábio Lima/O POVO)

Pelo menos três pessoas foram atingidas por balas perdidas neste ano no Ceará, em meio a confronto entre policiais e suspeitos de crimes. Entre as vítimas, duas morreram, incluindo uma criança de seis anos. O único sobrevivente perdeu a visão de um dos olhos após os disparos, conforme levantamento realizado pelo O POVO Online.

O empresário José Cals saía de loja de motocicletas e se dirigia a um restaurante para almoçar quando foi baleado, na região do Parque Manibura, no último dia 19 de abril. No mesmo momento, conforme relato de testemunhas, um policial civil sofria tentativa de assalto. Houve luta corporal, seguida de disparos. Um dos tiros atingiu o empresário, que passava próximo. Mesmo socorrido, não foi possível reverter os danos em um dos olhos e ele perdeu parte da visão. 

Menos de uma semana depois, José Isaque Santiago da Silva, de seis anos de idade, morreu baleado durante tiroteio entre criminosos e policiais, no Bom Jardim. Os agentes faziam operação no bairro após um agente ter sido atacado a tiros no local. Além da criança, um policial militar e uma mulher foram feridos no confronto. Ambos sobreviveram.
Velório de Wellington Matias de Sousa, morto no bairro Demócrito Rocha (Foto: Fábio Lima)

Caso Wellington e as perguntas sem responsa

O caso mais recente é também um dos que despertam mais controvérsias. No último domingo, 6, o coordenador de call center Wellington Matias de Sousa, 33, foi atingido por disparos ao presenciar perseguição policial no bairro Demócrito Rocha. Para familiares, o caso tem duas versões até agora: uma de um policial acionado para a ocorrência e outra de testemunhas que socorreram a vítima. 

Conforme relatou, em entrevista ao O POVO Online, Edivan Lopes, 44, técnico em manutenção e tio da vítima, um policial militar contou que estava ocorrendo  troca de tiros entre agentes e suspeitos quando Wellington passou próximo, entrando no “fogo cruzado”. 

Contudo, de acordo com o familiar, testemunhas relataram outra sequência de fatos. “Wellington estava parado no sinal. Os criminosos entraram numa rua à direita e os policiais já chegaram atirando. Não houve troca de tiros, apenas a viatura atirou. E outra, a bala atingiu o carro de Wellington na parte de trás. A polícia que vinha atrás perseguindo”, disse o tio.

À época de cada caso, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que os casos foram encaminhados a delegacias próximas ou especializada na apuração de homicídios para serem investigados. Nesta quinta-feira, 10, a Pasta comunicou que as investigações continuam. 

Fonte: O POVO/ IGOR CAVALCANTE

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